CIT – COLÉGIO INTERNACIONAL DOS TERAPEUTAS 
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O que é o CIT

Gostaria de lembrar que o CIT não é uma instituição, mas uma inspiração; e também não é uma empresa. De acordo com Fílon de Alexandria, o CIT é, sobretudo, uma “escola de sabedoria” ou uma “escola de contemplação”, que recapitula e sintetiza as quatro grandes escolas de sabedoria da antiguidade: 1) o jardim de Epicuro; 2) o estoicismo de Zenon[i]; 3) a Academia de Platão; e 4) o liceu de Aristóteles.

Se o CIT não é uma instituição nem uma empresa, não se deveria entrar nele como em uma instituição ou uma empresa, apresentando curriculum, exame de qualificação, etc., mas como em uma escola de sabedoria, pelo jejum, pela metanoia (teshuvá[ii]) e outros elementos do que na antiguidade se caracterizava uma “iniciação”.

Se o CIT não é nem uma instituição nem uma empresa, não deveria ser gerenciado como uma instituição ou uma empresa com hierarquia de poderes,  controle, comitês ou sindicatos, etc., mas como “escola de sabedoria”, pela prática e pela fidelidade às 10 Orientações, que sintetizam a inspiração primordial dos Terapeutas, qual seja, manter um laço indestrutível e puro com a Fonte do seu ser e de todos os seres, para seu próprio bem e para o bem de todos.

É evidente que os Terapeutas que, a cada dia, dedicam um tempo maior à meditação e ao estudo, e que permanecem no espírito de Fílon de Alexandria – uma antropologia que é também uma ecologia e uma ontologia, vivem uma transformação interior que diferenciará o seu comportamento “daqueles que na cidade têm sua corte”.

Sua “superioridade” não se deve a um acréscimo de inteligência ou do poder que lhe seria devido, mas a uma humildade em relação “ao que neles é maior que eles”, mais inteligente e mais amoroso que eles. Essa humildade ou essa humanidade os tornará capazes de “cuidar” da terra e daqueles que nela vivem, com a leveza e a paciência daqueles que se consideram “servidores inúteis”.

Uma “escola de sabedoria” não tem por finalidade distribuir diplomas ou patentes certificando uma competência técnica nos diferentes domínios exercidos pelos seus membros, mas ela convida a um aperfeiçoamento, renovado sem cessar, das qualidades do coração e do espírito que os tornam autênticos Terapeutas – pessoas que encarnam em sua prática, e em seu quotidiano, o espírito das 10 Orientações.

A fraternidade dos Terapeutas não é nem uma fraternidade virtual nem uma fraternidade mundana e nem uma fraternidade política ou religiosa, mas é uma fraternidade essencial e silenciosa. Além das afinidades emocionais, intelectuais e afetivas, ela é a partilha de um desejo profundo de unidade com a Fonte de todos os seres, “o silêncio obscuro e luminoso” que Fílon chama YHWH, “o Ser que é Aquele que é”, “Ele tem todos os Nomes e nenhum Nome pode nomeá-lo”. Dessa unidade e integração decorrem todos os bens, “tudo o mais nos é doado por acréscimo”, saúde, harmonia, serena sobriedade e bem-aventurança: Shalom.

Jean-Yves Leloup

Partage, Julho de 2011.

[i] “La stoa de Zenon”: Chamava-se stoa o pórtico pintado da ágora de Atenas, onde Zenon costumava dar lições ao público. O nome de sua escola, estoicismo, deriva de stoa.

[ii] Teshuva no judaísmo significa arrependimento.

CIT – Colégio Internacional dos Terapeutas
2 a 5 de Abril de 2020
Instituto Renascer da Consciência
Ravena – MG

http://citbrasil.wordpress.com/

Dez Orientações

As Dez Orientações maiores unem os participantes CIT. São orientações sobre antropologia, ética, silêncio, estudo, generosidade, reciclagem, reconhecimento, anamnese essencial, despertar da presença e fraternidade:

  1. Antropologia holística, que é também uma ontointernacionalogia e cosmologia, implicando no reconhecimento da tríplice condição existencial, físico-psíquico-consciencial, atravessada pelo mistério do Ser.
  2. Ética da benção e do respeito à inteireza, jamais reduzindo o ser humano a um rótulo, também cuidando, nele, daquilo que não é doente, a partir do qual uma dinâmica de cura é ativada.
  3. Prática diária meditativa do silêncio, visando a centralidade e abertura à transcendência.
  4. Prática diária do estudo dos textos contemporâneos e os da sabedoria perene, visando uma permanente atualização.
  5. Prática diária da gratuidade, para o exercício da solidariedade, do serviço desapegado ao outro, à sociedade, ao universo.
  6. Reciclagem, um compromisso de vivenciar, anualmente, um tempo-espaço de recolhimento para uma revisão, reflexiva e meditativa, do processo de individuação.
  7. Reconhecimento da necessidade de ser acompanhado por uma escuta terapêutica, evitando o risco da inflação egóica do julgar-se pronto, estancando o processo contínuo de aprendizagem e aperfeiçoamento.
  8. Anamnese Essencial, através de registros sistemáticos das vivências, no estado de vigília e no onírico, que evidenciam a presença numinosa do Ser, na existência cotidiana.
  9. O Despertar da Presença, a tarefa de lembrar o que realmente somos, o Ser que nos funda e informa, através da respiração, da invocação, ou da atenção plena ao instante.
  10. A fraternidade, através de um ritmo de encontros para a sinergia, o estudo partilhado, a comunhão meditativa.

 “Antigos e Novos Terapeutas”

Por Roberto Crema

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