O sonho da Universidade Internacional da Paz (Unipaz) de criar a Agrofloresta da Paz está virando realidade. A universidade foi contemplada com o Projeto CITinova – Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis, desenvolvido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para a promoção de sustentabilidade nas cidades brasileiras, por meio de tecnologias inovadoras e planejamento urbano integrado. A fase do plantio começou no dia 18 de novembro, com o auxílio de agricultores que moram no entorno da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Granja do Ipê.

“No ano passado, fizemos várias oficinas conscientizando sobre o que é a agrofloresta e a importância da mesma para o meio ambiente. As ações envolveram vários atores de comunidades vizinhas, que tem práticas agrícolas. Conseguimos sensibilizar a Sema que nos incluiu entre as áreas beneficiadas pelo projeto CITinova”, explicou a pró-reitora de Meio Ambiente da Unipaz, Regina Fittipaldi.

 

Realizado no Distrito Federal por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), o CITinova prevê a implementação de agroflorestas em alguns pontos da Capital Federal. Entre eles, na sede da Unipaz, que fica na

Arie Granja do Ipê e em chácaras do Combinado Agrourbano de Brasília (Caub). A iniciativa integra o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF – sigla em inglês).

Segundo a pró-reitora da Unipaz, a Sema e o Centro Internacional de Água e Transdisciplinaridade (Cirat) entendem que protegem as águas cuidando da terra. Então, em nível local, desenvolveram um projeto para a implementação de agroflorestas em vários pontos de Brasília. Por esse motivo, a universidade foi contemplada junto com três produtores rurais do Distrito Federal.

Os sistemas agroflorestais serão implementados nas bacias do Paranoá e do Descoberto. Juntas as duas respondem por cerca de 85% do abastecimento de água de Brasília, sendo fundamentais para a segurança hídrica da Capital Federal.

“É um projeto de cura da relação do ser humano com a terra. Com essa cura, vamos cuidar das águas das nascentes. Cuidando das águas, teremos uma ação local que vai trazer benefícios para todo o quadrilátero do Distrito Federal”, ressaltou Regina.

De acordo com a pró-reitora, um dos objetivos da Agrofloresta da Paz é ampliar a consciência da relação do ser humano com a terra. “Queremos que as pessoas confiem na agrofloresta como uma fonte de ganho de produção agrícola. Além de sensibilizar e ampliar o nível de participação na atividade agroflorestal, pretendemos criar o Selo Orgânico Ipê de Produção Familiar na região”, desvelou.

O projeto foi desenvolvido em três etapas: calcareamento, que é o preparo do solo, adubação e plantio. A primeira etapa foi realizada no início do mês passado e contou com o auxílio de agricultores que moram no entorno da Arie Granja do Ipê.

Projeto conta com auxílio de produtores rurais

A pró-reitora de Meio Ambiente da Unipaz informou que o plantio da Agrofloresta da Paz começou no dia 18 novembro. De acordo com Regina, essa terceira fase do projeto será realizada nos âmbitos da Arie Granja do Ipê e do Caub, onde estão a chácaras dos produtores rurais.

“Esse momento chama uma convergência de mente e coração para a cura da terra. Que não vem só no aspecto cognitivo, tem que trazer o amor, tem que trazer o cuidado. Esse movimento que a Unipaz está realizando, enraizando a agrofloresta, é essa convergência, esse casamento sagrado entre o ser humano e a terra. Essa cura planetária onde todos crescemos juntos”, destacou a pró-reitora.

Segundo Regina, a técnica utilizada para a implantação das agroflorestas no Distrito Federal é a mecanizada desenvolvida por Ernst Gotsch, considerado o pai da agrofloresta no Brasil. Referência internacional em sistemas agroflorestais, o suíço, radicado no Brasil desde 1982, desenvolveu uma apurada técnica de plantio, cujos princípios e práticas podem ser aplicados em diferentes ecossistemas: Amazônia, cerrado ou caatinga. “Gotsch deu luz a uma visão da agricultura que reconcilia o ser humano com o meio ambiente”, frisou Regina.

Para a pró-reitora, ao desenvolver uma agrofloresta junto com uma comunidade de produtores rurais, a Unipaz promove justiça social. “Por isso, não falo mais em ecologia ambiental ou social é socioambiental. Não tem como fragmentar”, enfatizou Regina, ressaltando que a conquista é resultado da atuação do Movimento Diálogos da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Granja do Ipê, coletivo criado em 2012, que congrega pessoas e entidades da região da Granja do Ipê e de comunidades vizinhas.

CAMPANHA

A Unipaz desenvolve uma campanha em prol da Agrofloresta da Paz. As doações são administradas pela Fundação Cidade da Paz (Funcipaz), mantenedora da universidade.

Desde que a campanha começou, em setembro, com o lançamento do projeto Jardineiros da Terra, a Unipaz ainda não havia conseguido recursos suficientes para iniciar a implementação da Agofloresta. Mesmo com o auxílio importante para as duas fases iniciais do projeto, que prevê o calcareamento e plantio, a ação será mantida pela instituição para aquisição de mais mudas, insumos e ferramentas.

Quem se sentir motivado com a causa, pode contribuir com qualquer quantia, por meio de depósito Bancário na conta da Unipaz DF (Banco do Brasil| Agência: 0452-9 | Conta Poupança: 37.045-2 | Variação: 51 | CNPJ: 03.635.786/0001-01 | Razão Social: Fundação Cidade da Paz)

O QR Code com os dados bancários, que já é disponibilizado nas transmissões do Jardineiros da Terra, também será disponibilizado nas redes sociais do projeto e nos canais de comunicação oficiais da Unipaz DF.

Jornalista responsável

Wanda Fernandes

MTb: 27.855

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