O Sino da Paz

Sino da Paz: História

O Sino da Paz é um dos símbolo da paz das Nações Unidas.

O Sino da Paz foi entregue às Nações Unidas em 08 de junho de 1954, pela Organização das Nações Unidas Associação do Japão, em nome do povo japonês, quando o Japão ainda não tinha sido oficialmente admitido nas Nações Unidas.

O sino foi brevemente para Osaka, no Japão, e mais tarde foi devolvido ao seu local permanente, em Nova York na 42nd Street e 1ª Avenue, dentro da sede da ONU. Renzo Sawada, da United Nations Japanese entregou o sino para a Organização das Nações Unidas, no momento da entrega, comentou Sawada que, o sino encarnam a aspiração à paz não só dos japoneses, mas dos povos de todo o mundo. Assim, ele simbolizava a universalidade das Nações Unidas.

Pesando 116 kg, com uma altura de 1 metro e 0,6 metro de diâmetro na base, o metal do sino foi obtido a partir de moedas e contribuições individuais doadas por delegados de 60 nações e coletadas por crianças, que estavam assistindo ao 13 ª Conferência Geral das Associações das Nações Unidas realizada em Paris, França, em 1951. Inscrito em um lado do sino são os caracteres japoneses que dizem: Viva absoluta paz mundial !!!!.

O sino está instalado em um santuário Shinto-like feita de madeira de cipreste e está localizado em uma área de jardim ao norte-oeste da sede do secretariado na sede da ONU em Nova York na 42nd Street e Avenue First. A base de pedra para a estrutura do Sino da Paz foi doado por Israel.

Um martelo de madeira foi entregue às Nações Unidas em 1977. Uma corda de sino abençoado por sacerdotes xintoístas também foi entregue à Organização das Nações Unidas no dia que marcou o Dia da Terra, 20 de março de 1990.

Tradicionalmente, o sino é tocado na ONU, no dia 21 de Setembro (Dia Internacional da Paz Mundial), no dia 20 de Março (Dia da Terra) e em cada dia de abertura da Assembléia Geral da ONU.

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Há mais de vinte cópias do Sino da Paz doados pelos japoneses em todo o mundo através da Internacional Peace Bell Association:

  • Hokkaido, Japan, 1988
  • Ishigaki Island, Okinawa, Japan, 1988
  • Ankara, Turkey, 1989
  • Berlin, Germany, 1989
  • Warsaw, Poland, 1989
  • Osaka, Japan, 1990
  • Mexico City, Mexico, 1990
  • Cowra, New South Wales, Australia, 1992
  • Ulan Bator, Mongolia, 1993
  • Quezon City, Philippines, 1994
  • Vienna International Centre, Austria, 1995
  • Ottawa, Canada, 1996
  • Brasília, Brasil, 1997
  • Buenos Aires, Argentina, 1998
  • Quito, Ecuador, 1999
  • Los Angeles, California, USA, 2001
  • Madrid, Spain, 2003
  • Tashkent, Uzbekistan, 2003
  • Amagasaki, Japan, 2005
  • Christchurch, New Zealand, 2006
  • Otsu, Japan, 2007
  • Montreal, Quebec, Canada

Sino da Paz no Brasil

“A ideia do Sino da Paz, nasceu no Japão, terra de Hiroshima e Nagasaki, para lembrar ao mundo que: “bomba atômica, nunca mais!

Quero aqui agradecer o senhor Tomijiro Yoshida, Presidente da Internacional Peace Bell Association, por te confiado a administração do Sino do Brasil, à UNIPAZ, terceira Universidade da Paz do mundo, depois de Tóquio e Costa Rica”.

Pierre Weil em 27 de Abril de 1997.

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O Sino da Paz do Brasil está instalado na UNIPAZ em Brasília e é uma réplica do Sino da Paz situado nos jardins das Nações Unidas, em Nova York. O sino tem quase 1 tonelada e é feito de bronze, fundido juntamente com moedas de todos os países do Mundo.

Trazido pelo representante do Embaixador do Brasil em Tóquio, o Sino da Paz foi inaugurado na UNIPAZ em Brasília em 27 de Abril de 1997, na presença de autoridades japonesas e brasileiras.

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Sino da Paz no Brasil: Instalação

Dircurso de Pierre Weil em 27 de Abril de 1997.

Os nossos agradecimentos pela presença de todos que vieram aqui como pessoas e como representantes das entidades

Também muito obrigado a todos que contribuíram para o êxito deste empreendimento, sejam colaboradores dirigentes e funcionários da UNIPAZ, sejam amigos de Paz em suas diversas funções ou missões, empresariais ou outras.

Hoje é um dia muito especial e simbólico nesta conjuntura mundial e nacional em que a própria violência se torna sadismo e crueldade em jovens e adultos. Poucas são as atividades humanas e grupos sociais que escapam das inúmeras agressões cotidianas. A guerra entrou nos nossos lares, entrou na própria gente, pois, como o expressa um lema da UNESCO, as guerras nascem no espírito dos homens, logo é no seu espírito que devem ser erguidos as defesas da Paz.

Na mesma hora em que se realiza esta cerimonia, numa celebração paralela o governador Cristovam Buarque está inaugurando a Praça de Gaudino, o Índio cruelmente incendiado por jovens irresponsáveis.

Muitos podem se perguntar para que inaugurar um Sino da Paz? O que adianta isto diante da complexidade da situação do mundo, do Brasil?

O Sino é o mais antigo e tradicional instrumento de comunicação. Haja no mundo muitos sinos a nos lembrar, a todo instante que precisamos cultivar paz, amor, harmonia, plenitude, beleza e verdade. O sino está aí, para nos lembrar tudo isto, através da profundidade da sua vibração. O Sino da Paz pode pois ser poderoso instrumento de apoio às medidas interdisciplinares indispensáveis à resolução do grande problema da violência.

A idéia do Sino da Paz, nasceu no Japão, terra de Hiroshima e Nagasaki, para lembrar ao mundo que: “bomba atômica, nunca mais!”. Quero aqui agradecer o senhor Tomijiro Yoshida, Presidente da Internacional Peace Bell Association, por te confiado a administração do Sino do Brasil, à UNIPAZ, terceira Universidade da Paz do mundo, depois de Tóquio e Costa Rica. A sugestão foi do Senhor embaixador, Ex-governador do Distrito Federal, Ministro José Aparecido de Oliveira, idealizador da UNIPAZ, que acaba de mandar a seguinte mensagem:

“Esteja certo de que aqui em Portugal saberei ouvir, com os ouvidos da alma, o toque do Sino da Paz de Tóquio, que anunciará, na cerimônia ecumênica de 27 de abril, a alegria e as esperanças de nossa cidade de Brasília, na qual a UNIPAZ há de permanecer como um dos marcos mais significativos da geografia espiritual da querida capital de nosso país”.

A nossa homenagem especial ao Embaixador José Aparecido de Oliveira.

Também o Exmo Senhor Fernando Henrique Cardoso, Presidente da República, fez questão de mandar a seguinte mensagem:

“Agradeço-lhe o gentil convite que me foi feito para participar da solenidade de inauguração do Sino da Paz, prevista para o final deste mês, em Brasília. O ideal da Paz, entendido não apenas como a ausência da guerra mas sim como a garantia de condições que permitam o pleno desenvolvimento espiritual e material do ser humano, é uma das mais arraigadas e nobres aspirações da Humanidade. A constante busca de sua realização é, assim, dever de todos, sobretudo daqueles que as circunstâncias colocaram na condição de governantes.

Lamento que questões de agenda não me permitam participar do evento, mas me congratulo com a Universidade Holística Internacional – Fundação Cidade da Paz pela iniciativa e faço votos de pleno êxito para a cerimônia”.

Esta mensagem consiste um verdadeiro apelo para a mobilização das forças políticas, administrativas e educacionais do país, para iniciar o esforço inter e transdisciplinar a qual me referi.

Aqui nesta UNIPAZ, que festeja este ano, o seu décimo aniversário, montamos uma série de métodos de Educação da Paz, um deles publicado pela UNESCO, e editado em seis línguas. Uma Campanha permanente de Educação para a Paz e Não Violência, o Programa Beija-Flor, conta com o apoio da Presidência da república e da UNESCO.

Como o afirma o Diretor Geral desta entidade das Nações Unidas, o Doutor Frederico Mayor, o Mundo está dominado por uma Cultura de Guerra e de Violência; é preciso transformá-la numa Cultura de Paz.

É nisto que estamos empenhados na Universidade da Paz de Brasília. Esta missão, é ainda mais complexa, se se considerar que o Brasil é uma Cultura de Paz, ameaçada pela Cultura de Violência no Mundo.

Aqui é a terra do mutirão, do jeitinho, do “deixa disto”, da convivência harmoniosa de várias raças e culturas, da alegria da Escola de Samba e sobretudo do abraço.

O Brasil tem muitos abraços para exportar…

Pois, é na capital desta Cultura da Paz, na hora que se multiplicam os sinais da sua deterioração pela miséria, pela fome, pelo narcotráfico pelo crescimento demográfico, pela permanência de um paradigma de fragmentação que fez desmoronar valores espirituais na educação familiar e escolar, que surge este belo símbolo de Paz.

Comprometemo-nos a tocá-lo no início de cada curso ou evento de Paz realizado nesta Universidade, assim como no Dia das Nações Unidas e outros eventos mundiais de destaque.

A vibração do Sino da Paz em nossos corações, irá nos lembrar que precisamos despertar a Paz dentro de cada um de nós.

E AGORA UMA HISTÓRIA:

Era uma vez um Beija-Flor fugindo de um incêndio junto com todos os animais de uma floresta. Só que o Beija-Flor fazia uma coisa diferente: tomava gotas de água de um lago e as jogava no fogo. Um tatu, intrigado, perguntou: “Beija-Flor, você acha que vai apagar o incêndio com estas gotas?” “Com certeza não!” respondeu o Beija-Flor. “Mas eu faço a minha parte…”

Se todos os cidadãos e educadores do Brasil fizerem a sua parte, podemos, unidos, contribuir para despertar a PAZ no coração dos homens. É o nosso voto o mais profundo, que cada um dos presentes, ao tocar o Sino da Paz ou ao ouvi-lo, se torne um beija-flor da Paz. Pierre Weil

 

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